domingo, 11 de dezembro de 2011

Meu verso ta esgotado



Meu verso ta esgotado

Quero pedir permissão
Para me apresentar
Sou Jadson Henrique de Lima
Um poeta popular
Através do meu cordel
Vim cumprir esse papel
Com meu simples versejar.

Vim falar do meu sertão
Do meu povo nordestino
Que DEUS me deu como graça
O seu puro dom divino
E como um grande presente
Me deu rima e repente
Pra cumprir o meu destino.

Falo da rica invernada
Que abençoa o roçado
Falo do pobre matuto
Com seu jeito amatutado
Falo do cantar do galo
Das boiada dos cavalo
Do caboco arretado.

Falo das rezas brejeiras
Das noitadas de São João
Do aboiar do vaqueiro
Chapéu perneira e gibão
Da novena do reisado
Da galinha do picado
Namoro em pé de mourão.

Eu falo das cantorias
Que nossas noite alegrava
Falo da feira de troca
Onde de tudo encontrava
Faca trinchete e gamela
Tem dobradiça e tramela
Que muita gente comprava.

Falo das lindas histórias
Que meu avô me dizia
Juvenal e o Dragão
Coco verde e Melancia
Da Donzela Teodora
História que o povo adora
Cantadas em poesia.

Falo do herói do sertão
O grandioso vaqueiro
Que montado em seu cavalo
Atrás de boi mandingueiro
Com amor no coração
Seu transporte um alazão
Sai rasgando tabuleiro.

Falo de Luiz Gonzaga
O nosso rei do baião
Falo do rei do cangaço
Virgulino Lampeão
Com a poesia viva
Do Assaré Patativa
Mexendo com o coração.

Falo mestres potiguares
Nos versos do meu cordel
Grande Elino Julião
Grande Chico Daniel
Com a rabeca na mão
O poeta Fabião
Um humilde menestrel.

Cascudo, Auta de Souza
Desse solo potiguar
Tem Jesuíno Brilhante
De quem me orgulho em falar
Nilton Navarro pintando
E eu no cordel rimando
Sou cultura popular.

Falo de José Saldanha
Do nosso vate Xexéu
Falo de Antônio Francisco
De Abaeté do Cordel
Falo de Paulo Varela
Eu nunca esquecerei dela
Militana em meu papel.

Falo de nós nordestinos
Do jerimum já vingado
Falo do povo perdido
Que sem pensar tem votado
Em cabra véi mentiroso
Eu fico muito nervoso
Meu verso ta esgotado.

Poeta Jadson Lima

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